segunda-feira, 28 de março de 2011

o tempo sempre pára pra nós


quando eu te chamar,
me abrace como hoje..
quando eu olhar pra ti,
me beije como hoje..
quando eu sussurrar no teu ouvido,
diga aquilo que me disse hoje..
quando eu passar a mão no teu corpo, suspire como hoje..

enfim, quando eu estiver contigo,
seja só meu, como hoje..

e amanhã..
nossos beijos e abraços,
perfumarão nossas lembranças..

by Sol

quinta-feira, 24 de março de 2011

o tempo..


as flores não suportam o calor do sol,
sem os pingos do orvalho..
a letra sem música,
fala sempre no mesmo tom..
a noite dura apenas o necessário,
pra que meus olhos descansem da tua imagem..

já ouço o canto da cigarra..
não demore muito pra voltar..

by Sol

terça-feira, 22 de março de 2011

o som que emite a letra


existe ser feliz mais ou menos?
existe arrependimento pela metade?

como o outono,
deixei cair minhas palavras
perto da tua janela..

não existe entregar-se pela metade..
não existe explicar-se mais ou menos.

talvez tua janela não se abra
e minhas palavras sequem.
não viveremos um dia, sequer,
a mais..
ou a menos..

by Sol

sábado, 19 de março de 2011

tem dias que me sinto assim


Não, solidão, hoje não quero me retocar
Nesse salão de tristeza onde as outras penteiam mágoas
Deixo que as águas invadam meu rosto
Gosto de me ver chorar
Finjo que estão me vendo
Eu preciso me mostrar
Bonita

Pra que os olhos do meu bem
Não olhem mais ninguém
Quando eu me revelar
Da forma mais bonita
Pra saber como levar todos
Os desejos que ele tem
Ao me ver passar
Bonita

Hoje eu arrasei
Na casa de espelhos
Espalho os meus rostos
E finjo que finjo que finjo
Que não sei

..Chico Buarque..

terça-feira, 15 de março de 2011

nem sempre..


hoje eu quero o arco-íris preto e branco..
num misto de tudo e nada..
num reflexo de bem-me-quer e mal-me-quer..

são dias assim, de desencontros,
que os olhares já não são..
momentos de lucidez,
que dobram-se diante de mim
dando espaço às cores.
porque tudo o que é colorido tem um final feliz..

by Sol

quinta-feira, 10 de março de 2011

insistência


se eu pudesse voar,
quebraria minhas asas..
só pra poder colocar os pés nos teus dias, um a um,
com a calma de um bicho preguiça.

se elas nascessem de novo,
novamente as cortaria..
pra não chegar tão depressa
no último dia da tua vida.

by Sol

terça-feira, 8 de março de 2011

dia internacional da mulher..


Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

..Cora Coralina..

sexta-feira, 4 de março de 2011

o resto é dia comum


carnaval..
tiro a máscara,
a roupa,
e visto-me de mim.

nos salões dos meus desejos encontro vários amores..
entre uma música e outra,
entre um amor e outro,
vejo teu rosto.

só que hoje,
não te aproximes.
não te quero.

talvez, na quarta feira de cinzas..
despindo-me de mim..
sinta novamente a vontade louca do teu beijo.

by Sol

quarta-feira, 2 de março de 2011

vamos?



Quer fazer as malas, pouca coisa
Pega o que você precisa e vamos desaparecer
Sem deixar vestígios, nós sumiremos
A lua e as estrelas seguirão nosso carro
E quando chegarmos ao oceano
Pegaremos um barco até o extremo do mundo

E quando as crianças forem grandes o bastante, as ensinaremos a voar

Você e eu juntos
Podemnos fazer qualquer coisa, meu Amor
Você e eu juntos sim, sim
Você e eu juntos
Podemos fazer qualquer coisa, meu Amor
Você e eu juntos sim, sim

Você e eu não estamos amarrados ao chão
Sem cair, mas crescendo como rolar às voltas..
Olhos fechados, acima dos telhados..
Com os olhos fechados nós rodaremos entre as estrelas
Nossos braços abertos como o céu, passearemos nesse azul
Até o extremo do mundo

E quando as crianças forem grandes o bastante, as ensinaremos a voar

É tão pequeno
Até chegarmos ao extremo do mundo