domingo, 25 de março de 2012

não leia a última página


por que sinto teus pés a andarem por mim?
por que tua mão insiste em rasgar o meu vestido
e a tua boca não cala num beijo?
e tua língua chora ao meu ouvido?

por que tu insistes em olhar o caminho por mim..
e a todo momento rouba minha alegria pra ti ?
por que me entrego aos desejos que não são mais teus
e meus cabelos beijam tua boca?

vista-me agora..
não me deixe nua de ti.

by Sol

quinta-feira, 22 de março de 2012

pra que?


Castro Alves..
sempre me aninho em seu colo..


"Sobre as asas velozes a andorinha
Maneira se lançou nos puros ares...
Veio após o tufão... lutou debalde,
Mas em breve boiou por sobre os mares.


Eu sou como a andorinha... Ergui meu vôo
Sobre as asas gentis da fantasia.
A descrença nublou-me o céu da vida...
E a crença estrebuchou numa agonia."

(uma parte do poema Cansaço)

domingo, 18 de março de 2012

apenas uma frase..


você está tão longe agora..
e não há nada que eu possa fazer.

by Sol

sexta-feira, 9 de março de 2012

estranha coincidência

quando ouço Adele,
percebo que minha vida tem que mudar.
estou agarrada a um fio,
com medo de que a queda me machuque..
mas quando penso que estarei em terra firme,
sorrio.

Adele continua cantando...
e eu aqui me contorcendo por dentro..
querendo sair de mim...
pra ir de encontro comigo.

a voz de Adele me faz sentir
que tudo o que quero
está à uma palavra:
atitude

eu nasci sozinha..
sairei deste planeta sozinha..
por que este medo
de me desligar das coisas que não me fazem bem?

Adele parou de cantar.
fim.

by Sol

domingo, 4 de março de 2012

hoje a inspiração mudou de lugar..


palavras que talvez eu fale um dia..ou uma noite..
.....................................

Deixem que eu viva ao léu como um rochedo
Sobre a praia sem fim: ermo, esquecido,
Frio, imóvel, tristonho, adormecido,
Como se fosse a imagem de um segredo.

Deixem que viva assim como o arvoredo
Da margem de uma estrada, aos céus erguido,
Que o viandante ao passar, fere, sem medo,
Rouba um galho! e se afasta distraído.

Que eu seja a sombra humilde dos ascetas.
Deixem que eu sofra!...A dor em que me inundo,
Trila na voz da lira dos Poetas.

Se eu vivo entre emoções e fantasias,
Pois deixem que eu me acabe pelo mundo,
Em soluços, em preces e harmonias...

..R.Petit..