domingo, 2 de novembro de 2008

quando vier a primavera...


Este é um dos poemas que mais gosto de Alberto Caeiro..muito propício para hoje.
Já coloquei aqui algumas vezes..deliciem-se com a realidade:

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

2 comentários:

Anônimo disse...

Hermoso poema, aunque tu lengua no sea la mia, entiendo muchas cosas.
Te queria pedir un favor:
¿podrías decirme cual es el significado de una canción?.
Es una canción de IVAN LINS llamada "Depois dos Temporais".
Me gustaría saber que significa realmente su letra.
Muchas gracias y espero que hayas tenido un feliz Halloween.

-ReyArturo (EL JARDIN SECRETO).

Just Going A Little Bit Crazy ... disse...

ah, mae.... nao gosto desse poema.... mto triste....
bjs